Para 2015: resoluções e soluções

para2015

Eu não ia fazer grandes planos para 2015, já que o maior plano da minha vida está começando a se realizar e finalmente estou saindo da casa dos meus pais para traçar o meu próprio caminho. Mas a lista veio vindo por conta própria, sem pedir licença. Decidi, então, registrá-la. São poucas coisas, mas grandiosas.

– Ser menos ansiosa.
Já melhorei bastante nesse aspecto ao longo da vida, mas essa ainda é a maior causa das minhas angústias. Quero viver até a última gota e, por isso, passo muito tempo pensando sobre o futuro e checando ao longo do processo para que tudo seja perfeito. As coisas não são perfeitas, nem precisam ser. Aos poucos a vida é linda.

– Aprender francês.
A poesia de Amélie Poulain e Édith Piaf me fizeram apaixonar pela língua francesa. Depois vieram outros filmes, outros cantores, amigos franceses e suíços que me deixaram ainda mais encantada pela sonoridade e pelos sentimentos que o francês carrega. Quero compreender as músicas que cantarolo, quero apreender detalhes perdidos pela tradução dos filmes, quero incrementar a conversa com uma de minhas melhores amigas. O básico já ajudaria bastante.

– Dar menos atenção aos grupos WhatsApp.
Perco muito tempo respondendo todos os meus amigos, e mais tempo ainda não respondendo propositadamente por ter sido ignorada anteriormente. Preciso valorizar mais as relações diretas e menos a coletividade. A solidão é enorme quando há muita gente em volta.

– Dar mais atenção aos meus pais.
Estou saindo de casa e nossa relação não será mais desgastada pelo dia a dia. Excelente oportunidade para escutá-los mais. Não só o que eles dizem, mas o que gostariam de dizer.

– Me estabelecer em São Paulo.
Meu caminho é para a frente.

– Escrever mais.

Valendo!

Dois filmes e um livro

Tem só seis dias que o ano começou e eu já cumpri 3 das minhas (mais ou menos) 67 promessas. Espero que isso não seja apenas uma empolgação inicial e que eu siga nesse caminho da felicidade o ano todo.

Eu poderia dizer que já cumpri 4 promessas, mas minhas amigas acharam mais coerente eu precisar ver 24 filmes no cinema e não 24 filmes no total. Então o “J. Edgard” do dia 01 – assistido no sítio enquanto o sol dava uma escondidinha entre as nuvens – não conta (mas indico para quem gosta de História).

Eu poderia estar mais feliz, mas ainda não tomei nem uma colherada de sorvete este ano, quanto mais de um sabor que nunca provei. Ainda bem que ainda tenho 359 dias (!!!) para isso. Dá para tomar muito sorvete e ser muito feliz.

Um livro

“Nu, de botas”, de Antônio Prata

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Ganhei da minha madrinha três livros de Natal. O primeiro eu já devorei entre a visita do Papai Noel e o estalar dos fogos da virada. “Fim” da Fernanda Torres (leiam!). O segundo acabei de terminar. “Nu, de botas” do cara que me despertou o interesse por crônicas quando “Capricho” era minha revista favorita, Antônio Prata.

Por 140 páginas convivemos com Antônio ainda criança, em meados dos anos 1980, descobrindo o mundo. É Antônio adulto que escreve, com o mesmo olhar espantado e a mesma confiança dúbia de um menino de menos de 10 anos de idade. Essa visita à São Paulo da década precedente a do meu nascimento, me fez viajar para minha vida em Belo Horizonte nos anos 1990 – quando achei esquisito nem minha mãe, nem meu pai, nem nenhum outro adulto querer me explicar o que significava a palavra “tesão” e precisei contar com a boa vontade do meu primo dois anos mais velho para entender o que minha colega quis dizer ao cantar “lindo, tesão, bonito e gostosão” em uma excursão do colégio para assistir “‘Sonho de uma noite’ de verão para crianças” – entre outras memórias que acabarão virando textos por aqui. Acho que  também lhe faria muito bem escolher “Nu, de botas” para ler.

Dois filmes:

“Album de Família”

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Sexta-feira, eu e minha mãe fomos ao Ponteio assistir “Album de Família”. Eu estava nervosinha por ser meu primeiro dia de menstruação – meu ombro fica eletrificado de estresse toda vez que é esse dia – e meio sem paciência para o novo vício da minha mãe em whatsapp e instagram. No entanto, fiquei calminha e contente quando a moça trouxe pipoca e Coca Zero até nossas poltronas inclináveis (bendita pessoa que inventou a sala Premier!). Até minha mãe esqueceu o “maravilhoso” mundo dos aplicativos para se afogar no melhor balde de pipoca amanteigada das nossas vidas.

Poltrona confortável, pipoca, refri, mãe atenta, o filme começou. “Album de família” definitivamente é para ser assistido em família. Teríamos feito bem em chamar a minha avó, mas esquecemos. Minha irmã estava na praia e meu pai trabalhando. Sobramos, eu e minha mãe. Ótima escolha essa de irmos juntas. O filme tem momentos cômicos, tem momentos tristes e tem muita grosseria gratuita entre familiares. Nossa família tem muita grosseria gratuita entre familiares. Minha mãe viu a mãe dela na matriarca interpretada pela Maryl Streep, eu vi minha mãe na mesma personagem. Contei para ela, ela me olhou como se pedisse desculpas, e fomos lanchar alguma coisa gostosa

“Confissões de adolescente”

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O filme “Confissões de adolescente” será lançado dia 10, mas já está em cartaz há duas semanas em sessões de pré-estréia e, desde então, venho convidando minhas amigas para irem comigo assistir. Na verdade, só convidei duas vezes. Na primeira,  sem companhia, acabei trocando por “Questão de tempo”(minha comédia romântica do momento), na segunda, deu certo. Eu e duas amigas do colégio fomos ao Cinemark do BH Shopping. Mais uma vez, acertei nas companhias. O filme dá uma saudade danada da época de escola, se nenhuma das minhas amigas da época estivesse comigo, eu ia ligar para elas assim que saísse da sala de cinema pedindo para encontrar. Nós três demos risada o filme inteiro e, depois, passamos um bom tempo ainda rindo e comentando as cenas. No Brasil, não tem muita produção boa voltada para o público jovem, sinto muita falta. Após “Confissões” nós três saímos bem satisfeitas. Bem melhor que os besteróis americanos de High School. Espero que o filme faça tanto sucesso quanto a série fez nos anos 1990.

Faltam 11 livros, 22 filmes, 10 sabores de sorvete etc para completar “minha primeira lista de promessas de ano novo”.

Minha primeira lista de promessas de ano novo

promessaanonovo

– Ler (pelo menos) 12 livros.
– Ver (pelo menos) 24 filmes.
– Enviar cartas para (pelo menos) 6 amigos distantes.
– Experimentar (pelo menos) 10 sabores de sorvete.
– Viajar para (pelo menos) 3 lugares que eu nunca fui.
– Tirar mais fotos na máquina DSLR que no celular.
– Gravar mais vídeos.
– Aprender a cozinhar (pelo menos) 5 pratos diferentes.
– Conhecer (pelo menos) 3 novos amigos.
– Deitar para observar o céu (pelo menos) uma vez por semana.
– Registrar tudo isso.

São (pelo menos) 67 promessas. Vamos ver no que vai dar.

ps. a foto que ilustra o post é da minha primeira observação do céu em 2014, na madrugada do dia 01. Além das estrelas, cinco pirilampos iluminaram a nossa noite.