Apaixonada por histórias de amor

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Hoje eu parei de trabalhar para assistir Malhação. O motivo, bobo para a maioria, mas importantíssimo para mim, era que a virada dramática na história do meu casal favorito da temporada tinha começado no fim do capítulo anterior. Uma tragédia! A menina descobriu que o início do namoro – um dos mais fofinhos e divertidos de todas as temporadas (e olha que eu acompanhei quase todas) – tinha começado com uma mentira. O bafafá, o chororô e a tentativa de reconciliação, aconteceriam hoje e eu não podia perder. Eu, na verdade, torcia para que os autores desistissem de fazer essa história ser revelada para ela, já que a relação dos dois tava linda demais de ser admirada. Não foi assim, e lá estava eu, às 17h45 de uma quarta-feira, interrompendo a apuração de uma reportagem para ver drama romântico em Malhação.

Chegando em casa, terminei de ler Simplesmente Acontece, o livro que eu só comprei porque decidi que o filme homônimo vai ser o meu favorito do ano e que eu não podia chegar despreparada ao cinema. Comprar esse livro, aliás, foi a primeira coisa que eu fiz ao chegar em São Paulo. Desde que eu assisti o trailer pela primeira vez, no fim de janeiro, estou ansiosa pela estréia do filme no dia 5 de março. Primeira porque assisti uma segunda vez, uma terceira, uma quarta… A história é sobre dois melhores amigos que se gostaram a vida inteira – desde crianças – e nunca se declararam um para o outro por medo do outro não sentir o mesmo. O filme é melhor que o livro, eu aposto, porque, apesar de delicioso, o livro não tem sotaque inglês, e sotaque inglês sempre deixa tudo melhor. De tanto assistir comédia romântica, virei profissional no gênero. Saco muito do assunto e não vou estar enganada quanto a essa love story.

Tudo isso para dizer que, ainda no ônibus, no caminho entre a editora Abril e meu lar provisório, eu comecei uma reflexão sobre eu mesma, meu coração e meus pensamentos. Cheguei à conclusão de que eu amo as histórias de amor como quem adora filmes de fantasia e aventura. Não “adora” do mesmo jeito que eu adorava Peter Pan aos 13 anos e deixava a janela do meu quarto aberta para no caso dele aparecer para me salvar de virar adolescente. Eu adoro histórias de amor da mesma forma que alguém gosta de Jornada nas Estrelas ou de Senhor dos Anéis. Eu não acredito que nada disso vá acontecer na minha vida, mas sou encantada pelas narrativas causadas pelo amor – sejam elas ficcionais ou não.

Alguns gostam de futebol, outros são alucinados por Rock n’ Roll. Já ouvi falar de gente nova que lê tudo sobre os anos 1950 e de gente velha que fica com o coração acelerado toda vez que compra revistas de histórias em quadrinhos. Algumas pessoas não param de falar sobre aviões, mesmo não podendo pilotá-los por serem daltônicas. Tem gente que passa o dia inteiro vendo imagens de gatinhos na internet. Alguns são lunáticos por dinossauros e fósseis, outros nunca saírem do Brasil, mas sabem tudo sobre cultura japonesa. Cada um tem seu assunto assunto favorito, o meu são as histórias de amor.

Dois filmes e um livro

Tem só seis dias que o ano começou e eu já cumpri 3 das minhas (mais ou menos) 67 promessas. Espero que isso não seja apenas uma empolgação inicial e que eu siga nesse caminho da felicidade o ano todo.

Eu poderia dizer que já cumpri 4 promessas, mas minhas amigas acharam mais coerente eu precisar ver 24 filmes no cinema e não 24 filmes no total. Então o “J. Edgard” do dia 01 – assistido no sítio enquanto o sol dava uma escondidinha entre as nuvens – não conta (mas indico para quem gosta de História).

Eu poderia estar mais feliz, mas ainda não tomei nem uma colherada de sorvete este ano, quanto mais de um sabor que nunca provei. Ainda bem que ainda tenho 359 dias (!!!) para isso. Dá para tomar muito sorvete e ser muito feliz.

Um livro

“Nu, de botas”, de Antônio Prata

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Ganhei da minha madrinha três livros de Natal. O primeiro eu já devorei entre a visita do Papai Noel e o estalar dos fogos da virada. “Fim” da Fernanda Torres (leiam!). O segundo acabei de terminar. “Nu, de botas” do cara que me despertou o interesse por crônicas quando “Capricho” era minha revista favorita, Antônio Prata.

Por 140 páginas convivemos com Antônio ainda criança, em meados dos anos 1980, descobrindo o mundo. É Antônio adulto que escreve, com o mesmo olhar espantado e a mesma confiança dúbia de um menino de menos de 10 anos de idade. Essa visita à São Paulo da década precedente a do meu nascimento, me fez viajar para minha vida em Belo Horizonte nos anos 1990 – quando achei esquisito nem minha mãe, nem meu pai, nem nenhum outro adulto querer me explicar o que significava a palavra “tesão” e precisei contar com a boa vontade do meu primo dois anos mais velho para entender o que minha colega quis dizer ao cantar “lindo, tesão, bonito e gostosão” em uma excursão do colégio para assistir “‘Sonho de uma noite’ de verão para crianças” – entre outras memórias que acabarão virando textos por aqui. Acho que  também lhe faria muito bem escolher “Nu, de botas” para ler.

Dois filmes:

“Album de Família”

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Sexta-feira, eu e minha mãe fomos ao Ponteio assistir “Album de Família”. Eu estava nervosinha por ser meu primeiro dia de menstruação – meu ombro fica eletrificado de estresse toda vez que é esse dia – e meio sem paciência para o novo vício da minha mãe em whatsapp e instagram. No entanto, fiquei calminha e contente quando a moça trouxe pipoca e Coca Zero até nossas poltronas inclináveis (bendita pessoa que inventou a sala Premier!). Até minha mãe esqueceu o “maravilhoso” mundo dos aplicativos para se afogar no melhor balde de pipoca amanteigada das nossas vidas.

Poltrona confortável, pipoca, refri, mãe atenta, o filme começou. “Album de família” definitivamente é para ser assistido em família. Teríamos feito bem em chamar a minha avó, mas esquecemos. Minha irmã estava na praia e meu pai trabalhando. Sobramos, eu e minha mãe. Ótima escolha essa de irmos juntas. O filme tem momentos cômicos, tem momentos tristes e tem muita grosseria gratuita entre familiares. Nossa família tem muita grosseria gratuita entre familiares. Minha mãe viu a mãe dela na matriarca interpretada pela Maryl Streep, eu vi minha mãe na mesma personagem. Contei para ela, ela me olhou como se pedisse desculpas, e fomos lanchar alguma coisa gostosa

“Confissões de adolescente”

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O filme “Confissões de adolescente” será lançado dia 10, mas já está em cartaz há duas semanas em sessões de pré-estréia e, desde então, venho convidando minhas amigas para irem comigo assistir. Na verdade, só convidei duas vezes. Na primeira,  sem companhia, acabei trocando por “Questão de tempo”(minha comédia romântica do momento), na segunda, deu certo. Eu e duas amigas do colégio fomos ao Cinemark do BH Shopping. Mais uma vez, acertei nas companhias. O filme dá uma saudade danada da época de escola, se nenhuma das minhas amigas da época estivesse comigo, eu ia ligar para elas assim que saísse da sala de cinema pedindo para encontrar. Nós três demos risada o filme inteiro e, depois, passamos um bom tempo ainda rindo e comentando as cenas. No Brasil, não tem muita produção boa voltada para o público jovem, sinto muita falta. Após “Confissões” nós três saímos bem satisfeitas. Bem melhor que os besteróis americanos de High School. Espero que o filme faça tanto sucesso quanto a série fez nos anos 1990.

Faltam 11 livros, 22 filmes, 10 sabores de sorvete etc para completar “minha primeira lista de promessas de ano novo”.