Sobrevivi a 2014, agora ninguém me segura

2014

2014 foi definitivamente um fim de ciclo na minha vida. Um ano louco, lotado, intenso, mas um cadinho solitário. Teve Carnaval inesquecível, finalização de TCC, lançamento de livro coletivo, apresentação de TCC, formatura, re-Buenos Aires, anivertura e seleção para o Curso Abril de Jornalismo (CAJ). Fez falta o recorrente bar de sexta-feira e o antigo ombro amigo de terça. Eu devia ter tido mais paciência para ficar só comigo mesma – os sentimentos teriam sido mais fáceis – mas o silêncio ensurdecedor do futuro estava mais forte do que nunca. Preferi ir ao cinema, ou reclamar no meu diário.

Em novembro, eu pensei que não teria forças para chegar até dezembro. O resultado mais esperado de toda a minha vida ia sair em breve e poderia não ser a guinada transformadora do meu destino. Quando ele saiu, positivo, consegui enxergar a grandeza do meu 2014. Foi um ano cansativo, mas necessário.

Da minha lista de (pelo menos) 67 promessas, cumpri algumas. Li os 12 livros, aprendi mais que 5 receitas, vi extremamente mais que 24 filmes, experimentei 5 dos 10 sabores de sorvetes, conheci 2 cidades novas ao invés de 3, não enviei nenhuma das 6 cartas, fiz apenas um novo amigo… Gostaria de ter observado mais o céu, mas colei estrelas no teto do meu quarto para me lembrar constantemente que o universo está repleto de magia e que eu nunca devo desistir de experenciá-las.

Magia como os infinitos dias de Carnaval vividos com muito glitter no côncavo do olho, muitos copos de catuaba, risadas incansáveis e eternos abraços de gratidão. Magia como a generosidade das palavras recebidas na apresentação de TCC, como a intensa alegria no lançamento do livro do BH nas Ruas, como as lágrimas contentes disfarçadas pela beca na colação. Magia de momentos que, como esses, me fizeram me sentir completa.

Vivi um romance (sem nenhuma gota de amor) de verão e uma paixonite (sem nenhum laço de saudade) de inverno, um caso que tinha tudo para dar em tudo finalmente não deu em nada, relacionamentos compridos que nunca tiveram futuro enfim chegaram ao fim. Ufa. Descobri a enorme força do companheirismo dos meus 4 melhores amigos da faculdade, senti muita falta dos amigos que foram de intercâmbio, e também dos que não foram. Mais. Vivi uma festa eterna durante a Copa, descobri novos lugares na minha amada Buenos Aires, comecei meu primeiro emprego como jornalista graduada, me apaixonei por Itatiaia, comi o melhor dogão, na Praça Espanha de Curitiba, mais uma vez.

Saio de 2014 com o que foi planejado para mim finalizado. Cresci, estudei, cresci, me formei, cresci, trabalhei, cresci. Em 2015, uma nova vida se inicia, uma vida planejada por mim, com muitas expectativas e pouca (ou nenhuma) previsão. Estou indo para São Paulo participar do CAJ e espero não voltar. Pelo menos, não tão cedo. Vou conhecer novos caminhos, trombar em novas pessoas, aprender uma linguagem completamente nova. Estou empolgadíssima. 2014, obrigada por me preparar.

Mixtape #12 – Faltam 23 dias para o carnaval

Fevereiro é mês de tambores rufando à espera do nosso amado (:

01- Novos Baianos – Swing de Campo Grande | 02- Dead Lover’s Twisted Heart – Apocalipse do Amor | 03- Daniela Mercury – Baianidade Nagô | 04- Pequena Morte – Bararuê | 05- Gustavito Amaral – Então Brilha  | 06- Tribalistas – Carnavalia  | 07- Trio Mocotó – Os Orixás | 08- Gustavo Maguá, Oleives, Thiago Dibeto e Vitor Velloso – Baile do Pó Royal