BH 2:15 da madruga

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Se tem uma coisa que meus pais odeiam é que eu volte para casa dirigindo de madrugada. Se tem uma coisa que eu adoro fazer é isso. Hoje – para a minha sorte e para o desespero deles – precisei finalizar o documentário de TCC com meu grupo e a reunião durou até duas da madruga. O que nem é tão tarde, mas, aqui em casa, funciona assim: quando estou de carro, passou das 0h, meus pais ficam ansiosos, passou das 01h, eles enlouquecem. Depois disso, tem nem conversa. Quem sai perdendo, no final das contas, é eles. Eu sempre volto para casa inspirada. As ruas de BH à noite são lindas!

Só da noite de hoje, tenho uma lista de encantos para compartilhar:

– Um grupo de amigos atravessavam a Av. Cristovão Colombo gargalhando e falando alto. Eles pareciam bem felizes.

– Cinco amigos com aparentemente menos de 20 anos de idade se reuniam em frente ao Pátio Savassi. Quatro conversavam, enquanto o quinto subia uma escada posicionada em uma das pilastras da entrada da Av. do Contorno. Não sei se aquilo tinha algum propósito, mas espero que eles tenham boas histórias para contar sobre a noite de hoje.

– Uma mulher e um homem caminhavam com um cachorro branco de médio porte pela Av. Nossa Senhora do Carmo. O cachorro parecia bem contente. Eles também.

– Um casal namorava dentro do carro no Mirante do Belvedere. A vista de lá é linda. Espero que eles pensem o mesmo um do outro.

Fora isso, o de sempre: o tom laranja das luzes sobre o asfalto, a deliciosa sensação de furar todos os sinais (tomando os devidos cuidados, é claro), o silêncio lá fora, as janelas iluminadas, a cidade pulsando, mesmo às duas e quinze da manhã. A alegria de se sentir viva.

Cheguei em casa, minha mãe me xingou, meu pai me deu boa noite – depois de ter, certamente, passado a noite falando na cabeça dela. A Clara está demorando! Alguém precisa controlar essa menina! Amanhã, provavelmente, tem mais sermão. Mas quem se importa? A noite estava linda!